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Data da última
actualização

2004/01/05



Historial
No início da década de 90 e devido ao grande crescimento que a Internet começava a ter a nível mundial, houve a percepção de que os endereços disponíveis para identificar computadores ligados à Internet - os endereços IP - eram um recurso escasso e viriam a ser insuficientes para identificar de modo unívoco todos os computadores que viriam a estar ligados à Internet dentro de alguns anos.
No âmbito do IETF (www.ietf.org), a organização responsável pela normalização na área da Internet, começou a ser estudado um novo protocolo que deveria substituir o protocolo actualmente em uso, o protocolo IP versão 4 (IPv4).
O mandato do IETF incluía o desenho de um novo protocolo que ultrapassasse as limitações de endereçamento do IPv4 (32 bits) e incluísse também inovações em várias áreas onde se conheciam limitações do IPv4.
Após serem avaliadas várias alternativas ao IPv4 acabou por ser escolhido um novo protocolo que passou a ser conhecido por IPv6 (IP versão 6). O IPv6 além de um grande aumento no espaço de endereços, que passou a dispor de 128 bits, procurou dar novas facilidades ao protocolo IP do futuro:

       • processamento mais eficiente do protocolo
       • segurança acrescida
       • mobilidade
       • auto-configuração

Em meados da década de 90 diversos especialistas julgavam que a migração do IPv4 para IPv6 era muito urgente devido à crescente escassez de endereços IPv4. Todavia vieram a ser tomadas uma série de iniciativas que tem vindo a permitir que o espaço de endereços do IPv4 ainda hoje não tenha atingido o grau de exaustão inicialmente antecipado, do que se realça:

• agregação de endereços
• políticas mais rigorosas de atribuição de endereços
• políticas de reutilização de endereços através de DHCP ou através do uso nas redes das instituições de endereços privativos

De qualquer modo há uma crescente preocupação em que, apesar de hoje ainda haver espaço de endereços para continuar a usar IPv4, se torna necessário começar a planear a migração para IPv6 para preparar os utilizadores e a indústria para este "salto tecnológico".
Em particular há zonas do globo onde a Internet começou a ser usada mais tarde e onde a escassez de endereços é mais séria (casos do Japão e da China) que estão preocupados em avançar rapidamente para a adesão ao IPv6.
Também na Europa, onde a situação não será tão grave como no Japão ou na China, há uma preocupação significativa numa preparação atempada e cuidada na migração da Internet para uma rede baseada em IPv6.
Como sinal desta preocupação a Comunicação da Comissão Europeia ao Conselho e ao Parlamento - COM(2002) 96 final - intitulada "Internet da próxima geração - prioridades de acção na migração para o novo protocolo Internet IPv6" cria o contexto para os países da União Europeia se começarem a preparar para o IPv6 e para que a Europa tenha uma posição de liderança em IPv6 e que contribua para atingir os objectivos traçados na Cimeira de Lisboa em 2000.

Deste documento extraem-se alguns aspectos deste documento:
1. Um aumento do apoio ao IPv6 em redes e serviços públicos;
2. O estabelecimento e lançamento de programas educativos sobre IPv6;
3. A adopção do IPv6 através de campanhas de aumento da consciencialização;
4. O incentivo contínuo da implantação da Internet na União Europeia;
5. Um apoio crescente a actividades de IPv6 no 6.º Programa-Quadro;
6. O reforço do apoio da utilização do IPv6 nas redes nacionais e europeias de investigação
7. Uma contribuição activa para a promoção do trabalho relativo às normas IPv6;
8. A integração do IPv6 em todos os planos estratégicos relativos à utilização de novos serviços Internet.

No Plano de Acção eEurope 2005, aprovado na Cimeira de Sevilha inclui-se:
The Barcelona European Council called on the Commission to draw up an eEurope action plan focussing on “the widespread availability and use of broadband networks throughout the Union by 2005 and the development of Internet protocol IPv6 …. and the security of networks and information, eGovernment, eLearning, eHealth and eBusiness”
mostrando a aposta da União Europeia em usar o IPv6 como mais um instrumento para acelerar o passo para a Sociedade do Conhecimento.


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